3/05/2007

Heitor Villa Lobos

(05.03.1887 - 17.11.1959)

Existem pessoas que nos orgulham em sermos
brasileiros, uma delas é sem dúvida o nosso
grande maestro, músico e compositor, Heitor
Villa Lobos, que tem na sua obra uma
diversificação de gêneros:
música sacra,
música teatral, música solística,
música sinfônica.

Em 1915 realiza o primeiro concerto com suas
obras, iniciando de certo modo o modernismo
musical brasileiro, a arte de Villa-Lobos
provocou as mais violentas reações da parte
do público e da crítica, por muitos anos se
prolongando a posição do artista, que assim
ousava insurgir-se contra a tradição.

Por volta de 1918, a orientação nacionalista
e propriamente folclorizante de Villa lobos
começa a precisar-se com a composição pianística
intitulada Prole do Bebê , que foi também a sua
primeira obra que, graças a arte de Arthur
Rubinstein, levou o nome do compositor para
além das fronteiras do Brasil. O nacionalismo
folclorizante adquire feição sistemática em meia
dúzia de obras que àquela se seguem e que são as
mais significativas da produção do compositor.

Em 1922 a famosa semana de Arte Moderna de São
Paulo consagra o nome do compositor eternamente.

Oficialmente já o talento de Villa-Lobos se achava
reconhecido pelo governo e é o próprio parlamento
que, vota um subsídio para que o compositor
possa efetivar uma viagem para à Europa. No
regresso em 1925, realiza concertos em
Buenos Aires, São Paulo e Rio de Janeiro,
prosseguindo compondo uma série de
obras de inspiração folclórica, os Choros.

Em 1927 parte novamente para a Europa. Até 1930
vive em Paris, esse período é extremamente
importante pois eleva a obra e a carreira do
compositor ao máximo, graças aos contatos
que estabelece na capital francesa, aonde
revela-se plenamente a sua obra, o que lhe
traz a merecida reputação internacional
do mais representativo e original
músico da América Latina.

Regressando ao Brasil, Villa-Lobos inicia um período
de grande atividade, dirigindo concertos de obras
contemporâneas, promovendo uma intensa
campanha no sentido de implantar o cultivo
da música coral nas escolas e realizando,
dentro deste plano,gigantescas concentrações
orfeônicas, que ele próprio dirige, sempre
com uma certa dose de espetaculosidade.

Referências:

Dicionário de Música
Editora:- Cosmos

Sua criatividade nas composições sempre fora de
uma intensidade crescente. Hoje quando
comemoramos 120 anos do nascimento
do Grande Villa Lobos, me sinto
honrada em ser brasileira.

(by Daniele)

Abaixo uma das músicas que mais amo de
Heitor Villa Lobos. Prelude Bachianas No.4
O único vídeo que consegui no Youtube fora
esse que vem com imagens de Mel Lisboa, já
que a música foi usada em Presença de Anita.




----->Museu Villa Lobos<-----

2/26/2007

Delírio

Necessidade imprudente,
cega, delirante,
dilacerante.

Percepção
discreta à violar.
Desencontro
no encontro.

Envolvimento
sem envolver.
Sons longínquos
levam à trilhar.

Feições esquecidas,
gestos ternos,
ásperos,
deslocam caminhos.

Palavras veladas,
emudecidas, fronteiriças,
naufragando na poeira
dessa alma fria, vazia.

(by Daniele)

"Percorri almas, palavras, feições, gestos,
deparei-me com o vazio existente. Sangrei
"

2/22/2007

Ciclos

Há um pouco de mim em ti,
pausa dissonante,
conflito hermético,
incessante.

Tempo finito,
anoitecer, amanhecer.
Intervalo no plexo,
fluir, silenciar.

Há o vão entre os ciclos,
metamorfose quase inativa,
corrompendo, tecendo os fios
que amparam o meu ser.

(By Daniele)

2/13/2007

A Semana de Arte Moderna

(13 a 18 de fevereiro de 1922)

Hoje faz exatos 85 anos que teve início o
episódio mais relevante e transformador
em relação a arte no Brasil, cunhado como,
"O Movimento Modernista". Movimento esse
que alterou em definitivo, toda a concepção
estética e expressional da arte.

A arte no século XX, sofre com a crise do
capitalismo correspondendo à vigorosa crítica
ao impressionismo, o que resultou em uma
mudança radical da tendência artística.


A nova arte pós-impressionista, como o cubismo,
surrealismo, futurismo, expressionismo, dadaísmo
e construtivismo, foi a mais radical transformação
artística, pois representou uma ruptura com
a tradição renascentista.

Na arte pós impressionista, criticava-se a
representação naturalista, deformando-se
deliberadamente os objetos naturais.
Assim, criticando o caráter ilusionista da
representação, procurava-se não reproduzir
a natureza, mas violentá-la.

A arte abandonou a mimese (imitação) e, a partir
de então, tentou fazer das obras uma realidade
própria, um duplo da realidade. A nova arte era,
por isso mesmo, anti-sensorial e, do ponto de
vista renascentista, uma antiarte.

Assim como na pintura destruíram-se os valores
pictóricos caros à Renascença, na poesia todas
as regras herdadas pela tradição, como a métrica
e a rima, foram abandonadas em favor da mais
completa liberdade criativa. O mesmo ocorreu
com a música, na qual se procurou a superação
da melodia e da tonalidade.


Na Europa encontravam-se vários intelectuais
brasileiros que ao vislumbrarem uma necessária
modificação em nossa arte, retornam ao Brasil e
tem início o Modernismo com Mário de Andrade
e Oswald de Andrade.


O Movimento Modernista deflagra no Brasil na
Semana de Arte Moderna em 1922, (13 a 18 de
fevereiro) trazendo uma nova linguagem em que
a criação se faz pela experimentação, na sua
plena liberdade, rompendo com o ciclo do
passado, quando a nossa arte era pautada
nos grandes mestres europeus.


Há uma eclosão de novas idéias artísticas, nos três
festivais, todos realizados no Teatro Municipal de
São Paulo. A Poesia através da declamação, a música
por meio de concertos. As Artes Plásticas, exibidas
em telas, esculturas e maquetes de arquitetura.


Esse movimento que mudou a forma da Arte no
Brasil, tem como idealizadores os grandes
intelectuais da época, como
Mário de Andrade,
Oswald de Andrade, Tarsila do Amaral, Menotti
Del Picchia, Paulo Brado, Manuel Bandeira,
Anita Malfatti, Sergio Milliet, Di Cavalcanti,
Guilherme De Almeida, Agenor Barbosa, Victor
Brecheret, Rego Monteiro, Jonh Graz, Sérgio
Buarque de Hollanda, Villa Lobos, entre outros.


Os fatores preponderantes deste movimento foram:

1- A rejeição das concepções estéticas e artísticas
românicas, parnasianas e realistas.


2- Independência da arte no Brasil em que se
recusa as tendências européias.

3- Criação de novas formas de expressão que
representam a realidade contemporânea.


4- Transposição, para a arte, de uma realidade viva:
conflitos, choques, variedade e tumulto, expressões
de um tempo e uma sociedade.


O Movimento Modernista atinge o seu intento por
volta de 1930, em que completa a ruptura com o
passado, abrindo o foco às novas perspectivas,
que foram trilhadas pelas gerações seguintes.


"Nós éramos xifópagos. Quase chegamos a ser
deródimos. Hoje somos antropófagos (modernistas).
E foi assim que chegamos à perfeição...
".
Como
escreveu Antônio de Alcântara Machado, sobre O
Movimento Modernista, no primeiro exemplar da
Revista de Antropofagia (maio de 1928).

Referências:

1- Boaventura, Maria Eugênia. 22 por 22 A Semana
de Arte Moderna vista pelos seus contemporâneos.
Editora: Edusp

2- Schwartz Jorge. Caixa Modernista.
Editora: Edusp


3- Rezende, Neide. A Semana de Arte Moderna.
Editora: Ática

"Não há de se falar em Arte Brasileira sem o
movimento visionário dos Modernistas que na
época foram execrados e, hoje são exaltados
pelo legado incontestável. Hoje temos uma arte
"purista", oriunda do nosso País e a possuímos
por esse movimento cultural, ocorrido em 1922.
A nós brasileiros compete a gratidão eterna aos
precursores do Modernismo
".

(By Daniele Vasques)

Ps: Meus amores, estou azafamada por demais,
por esse motivo não tenho feito o que sempre
fiz, ir com todo o amor ao blog de cada um(a)
de vocês comentar. Me perdoem. Eu estarei
ausente alguns dias, mas assim que puder
retornarei e, como sempre irei a cada um
dos blogs com todo o amor, carinho, para
deixar os comentários como vocês merecem.

Sem dúvida alguma, o post mais relevante
que escrevi até hoje foi o Da Semana de Arte
Moderna
e quero agradecer de todo o meu
coração a amada amiga Vera que embora sendo
portuguesa é ávida pela cultura de todos os
países, aliás ela é um exemplo à ser seguido,
sempre interagindo, comentando, buscando
a cultura por onde passa. É uma amiga que
admiro demais. Agradeço também as(os)
amadas(os) Tina, Ana, Elisabete, Val,
Cadinho, Saramar, Cris, Ricardo, Lino,
Cantabile, Hilda, Farinho, Carlos,
Capucino , Angélica, Mundo Mágico,
Cleo, Cecilia, Soraia, Artur, Sereia, Copy,
Klatuu, Mariliza, que sempre prestigiam
e valorizam por demais a cultura.

Beijos na alma.

2/08/2007

Sentidos

são fios condutores
que a alma tece.


Estou diante de você,
frágil, exposta,
rasgada, desnuda.

Portanto convido
sente ao meu lado,

Ouça meu olhar,
perdido na escuridão.

Cheire meus medos,
tomados pela inexatidão.

Sinta o meu gosto,
doce como mel.

Toque meu coração,
com fúria,
doçura.

Conjugue
meus sentidos,
teça o amor,
rasgue em viés,
faça-me tua.

(By Daniele)

2/04/2007

Esquinas


Dobrei a esquina
fugindo do meu olhar.
Amordacei emoções,
calei o pranto.

Segui por estradas íngremes,
deixando rastros de solidão.
Devorei regras,
prescrições, a seco.

Cruzei pântanos,
escalei montanhas.
Fechei os olhos,
diante do medo.

Perdida em sentimentos,
abandonei-me, sombra,
pássaro cativo
em céu aberto.


Acalentei meu corpo com
lençois de pensamentos.
Pedi ao tempo guarida,
espera infrutífera, vã.

Adormeci
e ao raiar da manhã,
envolta em minha natureza
por um tempo esquecida,

sequei o pranto
e dobrei a esquina.

(By Daniele)